Capital de Giro: O que é?

Sabe o que é capital de giro e qual sua importância para a saúde financeira do seu negócio? Entenda como calcular e garantir as operações da sua empresa!

Um dos conhecimentos mais básicos para todo empreendedor é sobre o conceito de capital de giro, e isso independente do porte ou segmento da empresa. Já que está intimamente relacionado à saúde financeira do negócio, a falta dessa reserva pode levar a empresa à falência.

Por isso, preparamos este guia para ajudar você a entender os principais elementos do capital de giro e as melhores práticas que englobam essa gestão.

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O que é capital de giro?

Capital de giro são todos os recursos financeiros que a empresa tem para arcar com seus custos operacionais, ou seja, para manter o negócio em pleno funcionamento.

Esse ativo circulante se concentra não somente no caixa, mas também em investimentos de alta liquidez (que podem ser resgatados a qualquer momento), em contas bancárias ou em outro lugar que possa ser facilmente acessado e utilizado para cumprir as obrigações do empreendimento, que englobam:

  • salários;
  • tributos;
  • internet;
  • energia;
  • água;
  • compra de estoque;
  • aluguéis.

É claro que a empresa tem outros recursos, por exemplo, em investimentos fixos, como veículos, maquinário e imóveis. No entanto, não são ativos que podem ser utilizados prontamente para custear as operações.

Necessidade de capital de giro

Como saber se realmente preciso de capital de giro?

Teoricamente, bastaria ter sempre um valor disponível suficiente para cobrir todas despesas, gerenciando bem o fluxo de caixa. Mas algumas situações podem ser um obstáculo, justificando a importância de ter um bom capital de giro.

Considere o caso de uma loja de calçados que compra 20 pares de sapatos por R$ 80 cada por um custo total de R$ 1.600. Ela vai vender o par por R$ 120. Daí, consegue vender:

  • 5 pares à vista = R$ 600;
  • 10 a prazo (divididos em 3 vezes) = R$ 400 no próximo mês;
  • os outros 5 continuam no estoque = R$ 0 de entrada.

Logo, em relação aos 20 pares, ela terá R$ 1.000 no mês seguinte para repor o valor inicial investido e ainda direcionar em outros custos operacionais da loja. Se algo semelhante ocorresse com outros produtos da empresa, é possível que ela tivesse sérios problemas para arcar com suas obrigações, especialmente se não houvesse um bom planejamento do capital de giro.

Assim, o capital de giro se torna uma espécie de reserva de onde você vai tirar recursos enquanto os pagamentos não forem feitos. Nesse caso da loja de sapatos, mesmo que 5 pares ainda não tenham sido vendidos e ainda falte receber R$ 800 dos pares negociados a prazo, o capital de giro poderia “segurar” as pontas até que esse dinheiro entrasse.

Podemos citar também o problema da sazonalidade. Como sabemos, há meses que as vendas são maiores que outros. Por exemplo, papelarias têm seus picos de vendas no início das aulas, mas em outros meses o fluxo pode ser bem pequeno. É preciso então planejar o capital de giro para conseguir um equilíbrio e garantir recursos para arcar com as despesas mesmo em meses de menor movimento.

Adicionalmente, existem imprevistos que também podem afetar a saúde financeira da empresa, como imprevistos, crise econômica e oscilação dos mercados. Assim, quanto é necessário ter para manter seu capital de giro na medida certa? É o que você vai ver agora!

Como calcular o Capital de Giro?

Para chegarmos ao capital de giro líquido, é preciso subtrair todo o ativo circulante (AC) pelo passivo circulante (PC). Ou seja, o que importa nesse cálculo é o dinheiro da sua empresa que será usado nos meses seguintes, sem contar com aquele recurso já direcionado para as despesas do mês atual. O cálculo seria assim:

  • capital de giro líquido:  CGL = AC – PC.

Dito isso, a ideia básica aqui é que quanto maior for seu capital de giro, mais tempo você terá para manter sua empresa em pleno funcionamento nos próximos meses, cumprindo suas obrigações. Assim, mesmo que as vendas/contratações tenham sido baixas ou surjam despesas imprevistas, os custos operacionais estarão em dia.

Mas por quanto tempo seu capital de giro precisa ser capaz de sustentar as operações? No geral, visa-se um horizonte de 6 meses. Essa é uma expectativa razoável. Com isso em mente, o cálculo é simples: somam-se todos os custos da empresa de 1 mês e multiplica-se por 6.

Por exemplo, digamos que as despesas mensais da sua empresa somem R$ 150 mil. O cálculo do capital de giro ficaria assim:

  • capital de giro = R$ 150.000 x 6;
  • capital de giro = R$ 900.000.

Dessa forma, no pior dos cenários, o capital de giro seguraria as operações da empresa, envolvendo compra de insumos, fornecedores, salários de funcionários, entre outros, por pelo menos 6 meses. O empresário tem a segurança de que conseguirá lidar com momentos de emergência e terá tempo suficiente a fim de adotar ações para minimizar ou reverter as perdas.

Como conseguir Capital de Giro?

Um dos grandes desafios para as empresas é levantar esse fundo financeiro que representa cerca de 6 vezes o valor de suas despesas mensais. Isso, sem dúvida, pode exige tempo e bom planejamento. Mas lembre-se: pelo tempo que sua empresa não tem capital de giro, ela estará vulnerável.

Porém, existem algumas estratégias que agilizam a obtenção e ampliação desse montante. Umas das principais ações é o empréstimo. Essa alternativa pode ser especialmente interessante no início do negócio, quando os gastos costumam ser maiores que as receitas.

Nexoos é uma fintech que tem facilitado a obtenção de renda extra por reunir investidores a empresários em busca de recursos. Essa modalidade é conhecida como peer to peer e traz diversas vantagens quanto comparada a empréstimos bancários convencionais:

  • as taxas são mais reduzidas;
  • burocracia é menor;
  • o crédito é liberado mais rapidamente.

Administração do capital de giro: Como proceder?

Para evitar que sua empresa fique sem recursos para funcionar, é fundamental ter sob controle as finanças do negócio. isso inclui:

  • gerenciar os inadimplentes;
  • ter todos os processos financeiros registrados;
  • negociar dívidas de longo prazo;
  • conhecer e controlar o fluxo de caixa;
  • compreender o ciclo financeiro, envolvendo a relação entre o recebimento das vendas e o pagamento a fornecedores.

Esperamos que este guia tenha ajudado você a entender os principais aspectos relacionados ao capital de giro. É um assunto indispensável para qualquer empreendedor que garantir a liquidez do seu negócio e crescer de forma sustentável.

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